O meu nome é Elsa ,fui diagnosticada com Esclerose Múltipla em 2012 e o dagnóstico obrigou-me a mudar o ritmo e curso de vida. Decidi deixar o anonimato neste momento,após  6 anos… decidi dar voz ao que tenho feito , e que me tem permitido viver com mais qualidade, esperança e gratidão. Tambem percebi que eu como qualquer ser humano diagnosticado ou não diagnosticado, ” sofremos”  com o peso do futuro, aliado a falta de propósito torna-se um cocktail explosivo. Vemos cada vez mais pessoas sem esperança…embora a vida seja um milagre maravilhoso.

Descobri o poder milagroso da gratdão e por isso, agradeço pelo facto de estar viva, cada manhã que acordo. Foram anos de muitas adaptações…mas de muita aprendiazagem…Hoje trato-me muito melhor… amor-próprio é algo muito importante…e passa por gestos tão simples…

Alterei a minha alimentação, pratico exercício físico por vários motivos , emocionais e fisicos o que me ajuda imenso no bem estar geral. Existem dias muito complexos, mas esta doença tambem me deu um sabor diferente da vida.

Nada é dado por adquirido e por isso é uma dádiva com preço impagável. Costumo dizer que eu não descobri a meditação, a meditação é que me descobriu a mim…devido à fadiga crónica o corpo pedia um pausa a meio de dia, que iria permitir viver o resto do dia com  uma qualidade completamente diferente, durante essas pausas entra o relaxamento e quando dei por ela estava a meditar…não sabia muito bem o que era…mas fazia sentir bem…e  tal como  ” equipa que joga bem não se mexe” … continuiei… comecei a percepcionar que se tratava de meditação… eu céptica de tudo o que não fosse cientifico a meditar…

Mas o bem estar e a qualidade que proporciona falam por si… é de facto um medicamento natural, gratuito e disponível para quem o quiser… a qualquer hora…O meu marido refere muitas vezes que a cabeça comanda muito… e é bem verdade… quando as emoções estão controladas tudo o resto se torna mais fácil…Nada melhor que experimentar… o tempo dará a resposta…Acabei por me apaixonar pela prática e pratico tal como como e bebo todos os dias…Tudo o que é bom deve ser partilhado… só assim faz sentido… imagino o que seria se o Sr. Fleming guarda-se a receita da penincelina para uso próprio…Não fui eu que descobri a meditação, trata-se de uma prática milenar… mas sinto-me no dever de diivulgar algo tão bom e ao alcance de todos…Acabei por tirar formação como instrutora de meditação, porque sinto que me ajuda todos os dias, a viver com mais compaixão…Encontro-me ao dispor para facilitar workshops e ensinar a dar os primeiros passos… de forma que a pessoa se torne autónoma no caminho.

Numa sociedade, em que é urgente resgatar a esperança. Aqui estou disponível para partilhar a minha.Todos temos um propósito maior… e quando o descobrimos… voltamos a nascer!

(Elsa Teixeira)

Olá amigos Múltiplos, 

Tomei conhecimento através do Instagram da campanha para envio de depoimentos sobre atividades positivas após diagnóstico de Esclerose Múltipla, então mesmo não sendo uma cidadã Portuguesa, tomei a liberdade de contar um pouco da minha experiência, pois acredito que estamos unidos pelo mesmo objetivo. 

Primeiramente permita me apresentar, sou Maria Rita Por Deus, sim Por Deus, uma Engenheira Agrônoma de 40 anos, casada, mãe de duas lindos anjinhos, Denis Junior com 20 anos e Tábata Luiza de 4 anos e 10 meses. Atualmente me encontro afastada de minhas atividades de trabalho, mas sou Engenheira de Carreira do Conselho de Engenharia do Estado de Mato Grosso do Sul, aonde resido na capital Campo Grande, moro no Estado onde está localizado o famoso Pantanal Brasileiro, também sou docente universitária na área ambiental e atuo principalmente na estimativa de risco pela aplicação de produtos químicos – Agrotóxicos. 

O primeiro sinal da Esclerose Múltipla em minha vida apareceu no ano de 2011, através de uma neurite óptica, onde sentia fortes dores e fiquei com a visão totalmente embaçada. Após uma série exames, nada foi concluído e como os sintomas passaram não fui a fundo na finalização do diagnóstico. No ano de 2013, fiquei gravida de minha filha, que inclusive foi uma promessa a Fátima a qual sou eternamente grata por ter me concedido este milagre. A gestação foi extremamente complicada, fiquei 7 meses deitada e para que minha filha nascesse bem fiz uso de 8 ciclos de corticoide, assim tudo ocorreu dentro do esperado. No ano de 2017, especificamente no mês de outubro, entrei no carro para dirigir como fazia todos os dias e tive uma surpresa, tudo estava duplado, inicialmente pensei que fosse estresse, mas após o terceiro dia e considerando fortes tonturas decidi por procurar um Neurologista e após uma ressonância veio o diagnóstico de Esclerose Múltipla, com inúmeras lesões no cérebro. Para uma confirmação mais especifica foram feitos exames complementares como Licor dentre outros. 

No dia de minha consulta para explicação do diagnóstico e tratamento me recordo que só escutava as orientações e pensava meu Deus e agora, o que vou fazer? Meus filhos? Meu esposo? Minhas atividades trabalhistas? Respirei…questionei Deus do porquê… e uma frase dita pelo médico mudou tudo e assim ele explanou: Sua gravidez e os corticoides que tomou salvaram sua vida, você deve sua vida a sua filha…naquele momento lembrei da promessa feita a Fátima e tudo que havia passado, e, senti a presença desta mãe amada em meu coração dizendo: estou aqui minha filha, fique tranquila, tudo dará certo, Deus está contigo! Passados alguns minutos olhei para o médico e disse: Doutor sou uma Engenheira, mulher, guerreira, vamos lá qual é o plano? 

No dia seguinte comecei a estudar tudo que podia sobre Esclerose Múltipla, medicações, tratamentos alternativos, alimentação, exercícios físicos, etc… Fui em busca da medicação prescrita a qual foi COPAXONE e das medicações preventivas para Fadiga e Depressão e iniciei o treino físico com fisioterapia, pois estava também com uma parastesia na perna esquerda, na verdade a Esclerose Múltipla sempre me atacou do lado esquerdo. Entretanto, como tinha muitos tremores e períodos de esquecimento encontrei um artigo que falava sobre a pintura e estudar instrumentos musicais, foi então que comecei a pintar e a tocar bateria (sim acreditem bateria!!) e posso destacar que me ajuda muito! 

Sobre a socialização, não posso omitir, quase todas minhas amizades se afastaram, muitos por não entender que tinha, outros por preconceito e alguns por achar que era frescura, mas hoje encaro como um benefício pois sei com quem realmente posso contar e não guardo rancor pois sei que isto só agrava minha situação emocional e espiritual, perdoar é libertador! Já sobre serviço, continuo afastada, mas também me tornei apenas uma matrícula, é impressionante como tudo que você faz é esquecido numa fração de segundos. Como sou uma apaixonada pelo que faço e tenho um imenso orgulho em ser Engenheira, comecei a desenvolver um projeto voltado as implicações de produtos agroquímicos no desenvolvimento da Esclerose Múltipla, em comunidades rurais e cidades próximas, considerando a possibilidade de deriva e contaminação dos lençóis freáticos, sendo tal proposta como tese de um futuro Doutorado, pois disponho de mestrado em prescrições de agrotóxicos. Mas como estou inserida em uma região altamente agrícola, e, tendo em vista o Brasil ser um impulsionador no Agronegócio, não se interessaram muito pelo assunto, pois entendem ser mais produtivo pesquisa destinadas ao incremento do setor agropecuário, assim aproveito a oportunidade para externar meu interesse em fazer parceiras com outros países, aonde incluo neste aspecto Portugal, para desenvolvimento deste projeto e até mesmo a realização de um Doutorado fora de meu país. 

Infelizmente como disse, no Brasil ainda não existem muitas linhas de pesquisa correlacionando a produção de alimentos ao desenvolvimento de doenças autoimunes e considerando a referência de a Associações e Instituições Ensino e Pesquisa portuguesas neste assunto, tomei a liberdade em expor este sonho. 

Bom acho que já falei demais…rs… assim me peço com um forte abraço, vibrações positivas, me colocando à disposição para ajuda-los no que for necessário e deixando aos colegas múltiplos a mensagem que a Esclerose Múltipla não é o fim… ela é o início para darmos novos rumos a nossos destinos e VIVERMOS FELIZES! 

(Maria Rita Rodrigues)

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