A Esclerose Múltipla (EM) é uma doença crónica, inflamatória, desmielinizante e degenerativa que afecta o Sistema Nervosos Central. Apesar de a sua causa não ser perfeitamente clara, acredita-se que envolve processos autoimunes. As manifestações comuns incluem parestesias, alterações visuais, disfunção urinária e intestinal, alterações de equilíbrio e coordenação motora, ataxia, fadiga, dor, alterações psicológicas e cognitivas. Não existe ainda cura para a EM e o seu tratamento é farmacológico.

No que à alimentação diz respeito, sabe-se que a prática de uma alimentação saudável contribui para a qualidade de vida dos doentes.

De facto, a alimentação dos indivíduos com EM deve basear-se nos princípios da alimentação saudável recomendada para a generalidade da população. Devem privilegiar a ingestão de alimentos ricos em ácidos gordos essenciais, particularmente da família dos ácidos gordos ómega 3, existindo evidências de que podem contribuir para alterações da resposta inflamatória característica desta doença. Devem também incluir na sua dieta, alimentos ricos em vitaminas B12, A, C, E e D, importantes para a síntese da mielina e para o normal funcionamento do sistema imunológico, auxiliando no controlo da sintomatologia.

Recomendações para uma alimentação Saudável
  • Distribuir o dia alimentar por cinco ou mais refeições de forma a não ficar mais de 3h – 3h30 sem comer;
  • Ingerir a quantidade justa de alimentos que satisfaça as necessidades individuais, prevenindo o excesso de peso;
  • Realizar as refeições em ambiente tranquilo e mastigar calmamente os alimentos, saboreando a refeição.
  • Optar pela ingestão de gorduras insaturadas, como o azeite e limitar o consumo de gorduras saturadas (por exemplo, manteiga, banha, carnes gordas, queijos gordos).
  • A carne, o pescado, os ovos e os lacticínios, além de fornecerem proteína de elevado valor biológico, são fonte de vitamina B12. É importante incluir estes alimentos na dieta, mas devem ser consumidos com moderação. No caso dos lacticínios, optar pelas versões magras.
  • Consumir, pelo menos, duas porções de peixe gordo por semana, (atum, sardinha, cavala) e incluir na dieta alimentos de origem vegetal fonte de ácidos gordos ómega 3 (por exemplo, sementes e óleo de linhaça).
  • Dar preferência às carnes brancas. Retirar sempre a pele e a gordura visível;
  • Aumentar a ingestão de hortofrutícolas – iniciar as refeições principais com um prato de sopa e acompanhar o prato principal com legumes ou hortaliças. Consumir, pelo menos, 2 peças de fruta por dia. Os hortofrutícolas são ricos em vitaminas, minerais, fibra alimentar, antioxidantes e outros compostos protectores que beneficiam a saúde.
  • Optar pelos métodos de confecção mais saudáveis: cozidos, cozidos a vapor, grelhados, assados com pouca gordura, caldeiradas. Evitar fritos e assados com muita gordura.
  • Preferir cereais pouco refinados, tais como pão escuro, massa ou arroz integral; são mais ricos em vitaminas do complexo B e fibra alimentar. Ajudam a saciar e contribuem para a diminuição da prisão de ventre.
  • Apostar na ingestão diária de água, chás, infusões e tisanas sem açúcar, evitando o consumo de refrigerantes, sumos açucarados e bebidas alcoólicas. Os doentes com incontinência urinária não devem diminuir a ingestão diária de líquidos, pois podem aumentar o risco de infecções do trato urinário e provocar o aparecimento ou aumento de obstipação;
  • Reduzir a quantidade de sal e evitar o consumo de refeições pré-confeccionadas, ricas em sódio e gorduras prejudiciais.
  • O planeamento atempado das refeições contribui para a variedade alimentar e evita a tentação de optar por refeições menos equilibradas.
  • Limitar o consumo de produtos açucarados, ricos em gorduras e sal. Exemplos: produtos de confeitaria e pastelaria, sobremesas doces, chocolates, salgadinhos, empadas, batatas-fritas, tiras de milho.
  • Atenção à toma de suplementos alimentares, incluindo suplementos vitamínicos – deve primeiro aconselhar-se com um profissional de saúde.
  • Seja activo! Pratique actividade física devidamente aconselhada e supervisionada por profissionais especializados;
 

A medicação recomendada no tratamento da EM, pode induzir o ganho de peso. De facto, muitos portadores de EM apresentam obesidade. É, por isso, fundamental praticar uma alimentação equilibrada que contribua para o controlo/diminuição do peso corporal e que evite o aparecimento de doenças associadas como a diabetes, dislipidemia e hipertensão arterial.

Para mais informações, contacte a Associação.

Texto produzido por, Joana Catarina e Castro, Fisioterapeuta, Estudante de Ciências da Nutrição na Universidade Católica Portuguesa

 

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