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Cannabis no
Serviço Nacional de Saúde do Reino Unido em 2004
O departamento de Saúde do Reino Unido anunciou que, daqui a dois anos, os medicamentos compostos de
cannabis para alívio da dor estarão disponíveis em prescrição médica.
Centenas de doentes com Esclerose Múltipla no Reino Unido já estão a ser tratados com medicamentos à base de
cannabis em experiências clínicas financiadas pelo Conselho Investigação Médica.
Os ministros também estão a estudar a possibilidade de usar estes medicamentos para o alívio da dor no pós-operatório e prometeram recomendar que a Agencia de Controlo de Medicamentos licencie o tratamento com
cannabis, se o sucesso das experiências anteriores se repetir.
Neste momento, o Departamento de Saúde está a considerar indagar o Instituto Nacional para a Excelência Clínica para investigar se o Serviço Nacional Saúde pode tornar os medicamentos disponíveis através de prescrição médica.
Orientação
Os resultados das experiências do Conselho Investigação Médica eram esperados para o final de 2002 e serão usados pelo Instituto Nacional de Excelência Clínica ao levarem a cabo a sua apreciação dos medicamentos.
A decisão de algum dos derivados de cannabis que estão a ser testados ser licenciada para uso médico oficial está prevista para um período entre 2004 e 2005.
O Serviço Nacional Saúde diz que o Departamento precisará de "orientação atempada e clara" do Instituto Nacional Excelência Clínica sobre os custos efectivos dos tratamentos e sobre que pacientes irão beneficiar mais.
O Ministro da Saúde, Lord Hunt, disse à Rádio BBC 4 que as drogas não estariam disponíveis a menos que fossem submetidas a rigorosos critérios. E negou que pudesse haver qualquer conflito entre colocar as drogas disponíveis no Serviço Nacional Saúde e a
cannabis permaner ilegal para uso recreativo. "Eu penso que é importante fazer a distinção entre a droga para alívio da dor na Esclerose Múltipla e o uso de
cannabis para fumar por prazer" afirmou Lord Hunt. E acrescentou: "Claro que o Secretário de Estado terá de fazer considerações sobre este assunto no futuro, mas do que se está aqui a falar é de um processo determinado, primeiro para o licenciamento de produtos medicinais e depois de decisões sobre se o Serviço Nacional Saúde tornará esses produtos disponíveis para os doentes do SNS".
Náuseas
Indústrias Farmacêuticas isolaram os ingredientes activos no
cannabis e tornaram-nos disponíveis em forma de comprimidos e
sprays. Nenhum dá uma "pedra", mas alguns pacientes afirmam que os comprimidos fazem-nos sentir enjoados.
Desde há muito tempo que a cannabis é favorável a doentes de esclerose múltipla e de cancro pelos seus efeitos de alívio da dor. Estes doentes dizem que a
cannabis também estimula o seu apetite sem os incómodos efeitos secundários de muitas prescrições habituais disponíveis.
A companhia britânica, GW Pharmaceuticals, que está a desenvolver medicamentos à base de cannabis, afirmou, recentemente, que iria aumentar as suas experiências clínicas para analisar como isso poderia ajudar doentes com cancro. Mark Rogerson, o porta-voz da GW Pharmaceuticals, disse que a companhia estava a trabalhar num medicamento para o alívio da dor que pode ser vaporizado por baixo da língua. Afirmou: "Estamos a obter resultados muito positivos. Em alguns casos é suficiente para transformar a vida das pessoas".
Anúncio bem-vindo
A Fundação de Pesquisa Medicinal de cannabis deu as boas vindas a planos para uma rigorosa avaliação dos benefícios e problemas do uso de
cannabis para fins médicos. Contudo, disse que seria necessária mais pesquisa sobre o uso da droga para situações como a artrite e a epilepsia. Nina Booth-Clibborn, directora executiva, disse: " Um amplo número de pessoas informaram-nos que a cannabis as ajuda a lidar com graves situações médicas, onde os medicamentos prescritos falharam".
Brendan Cox, da esfera de acção social ligada às drogas, disse: "O movimento para tornar a
cannabis disponível no Serviço Nacional de Saúde não deve ser confundido com o debate à parte sobre a luta antidroga". Mas, sem dúvida que o uso medicinal da
cannabis, depois de ter sido devidamente testado, é algo que apoiaremos."
Fonte: internet www.news.bbc.co.uk.
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