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ANEM - Associação Nacional de Esclerose Múltipa

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Dose superior de interferão beta-1b pode ser benéfica
Apontam os resultados preliminares da primeira fase
do programa BEYOND da Schering


Dose superior de interferão beta-1b pode ser benéfica Uma dose dupla de interferão beta-1b administrado por via subcutânea pode ter um efeito positivo nos doentes com esclerose múltipla (EM) por surtos, quando comparado com a dose standard do fármaco, anunciou o laboratório Schering na apresentação dos resultados preliminares da primeira fase do programa BEYOND, que decorreu na 56ª Reunião Anual da Academia Americana de Neurologia, em São Francisco, nos Estados Unidos.


Joachim-Friedrich Kapp, director de terapêuticas especializadas do laboratório germânico, referiu que os dados preliminares “suportam a convicção” da empresa “de que uma dose superior de interferão beta-1b poderá conduzir a um benefício terapêutico maior do que qualquer outro medicamento” disponível actualmente no mercado. “Com o programa BEYOND, confirmamos o nosso compromisso de oferecer opções terapêuticas eficazes para os portadores de EM e de abrir novas perspectivas na terapêutica desta doença”, completou a mesma fonte.

Sendo, segundo a Schering, o maior estudo jamais realizado na EM, o BEYOND é um ensaio internacional de Fase III que pretende incluir mais de dois mil doentes. O estudo irá comparar a eficácia relativa do interferão beta-1b 500 mcg administrado em dias alternados, interferão beta-1b 250 mcg administrado em dias alternados e do acetato de glatirámero 20 mg administrado diar iamente em portadores de EM. Em Setembro de 2003, a empresa anunciou os resultados de segurança e tolerabilidade da primeira fase do programa, que demonstraram que quer a dose actualmente aprovada de interferão beta-1b (250 mcg), quer a nova dose dupla de interferão beta-1b (500 mcg) são bem toler adas, sem ocorrência de efeitos secundários novos ou imprevisíveis. Este ensaio em dupla ocultação, aleator izado, em grupos paralelos estava incluído na primeira fase do programa BEYOND (desenhado para avaliar a segurança e tolerabilidade) no qual 71 portadores de EM por surtos sem tratamento prévio foram seleccionados para efectuar terapêutica com interferão beta-1b 250 mcg ou interferão beta-1b 500 mcg durante um período mínimo de 12 semanas.

Os doentes em ambos os grupos aumentaram g radualmente a dose de interferão beta-1b durante as primeiras seis a 12 semanas, mantendo depois a dose-alvo durante o estudo. Aos doentes com efeitos secundários foi permitido reduzir a dose.

Os efeitos a nível dos parâmetros de RMN indicaram que o grupo tratado com interferão beta-1b 500 mcg apresentou uma maior var iação percentual média no número de lesões em T2 às 12 semanas, sugerindo uma tendência no sentido de uma maior eficácia quando comparado com o interferão beta-1b 250 mcg (menos 6,9% no interferão beta-1b 500 mcg contra menos 1,8% no interferão beta-1b de 250 mcg). Adicionalmente, o número médio de lesões activas diminuiu 90% com a dose de 500 mcg e 70% com a dose de 250 mcg.


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