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Em Destaque
Qualidade de Vida pela
Actividade Física
Prof. Mestra Carmen Sílvia da Silva Martini
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Prof. Doutor Manuel Ferreira da Conceição Botelho
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“As actividades motoras apresentam, para cada indivíduo, prevalências segmentares que tendem estabilizar-se … (Azémar, 1970). Estas actividades, pressupõem assimetrias que proporcionam ao aparelho locomotor uma grande parte da sua eficácia cinética” (Vasconcelos, 1991). Estas actividades permitem a educação do corpo através do exercício físico onde requer, necessariamente, um determinado suporte psíquico assente na moral de bem viver (Botelho, 1991).
O bem viver, compreendido pela actividade física, pode ser determinada pelo conjunto de acções que um indivíduo ou grupo de pessoas pratica envolvendo gasto energético e alterações orgânicas. Assim, os exercícios envolvendo movimento corporal, fazendo apelo a uma ou mais capacidades físicas, aliando a actividade mental e também social, proporcionam ao indivíduo resultados benéficos à sua saúde, bem como melhoria na sua capacidade cárdio-respiratória. Além de, também, “diminuir os riscos de doenças como diabetes, hipertensão,....” (Montti, 1997, in Brazão, 2004), Para que se possa tirar vantagens deste processo devemos verificar o tipo de actividade e da intensidade, frequência e duração da mesma.
A ideia de actividade física tem levado em conta a complexidade dos fenómenos propondo a mobilização de diferentes recursos sociais para propiciar ao portador de
Esclerose Múltipla maior controlo sobre sua saúde e condições de vida, no plano individual e no colectivo, assim fortalecendo os laços de solidariedade. Desta forma, podemos perceber que a actividade física possibilita: a
manutenção física pelo melhor funcionamento das estruturas orgânicas; a
manutenção psíquica pelo factor do auxílio evitando as angústias, stress, depressão, o baixo nível da auto-estima no decorrer de um surto; e a
manutenção do social permitindo ao indivíduo a sua maior integração e participação na sociedade. Por outro lado, a prática da actividade física pode levar a novas aprendizagens, sejam motoras ou cognitivas, permitindo a melhoria da capacidade mnésica (memorização), favorecendo o aumento de conecções neuronais que podem amenizar as habilidades atenuadas pela doença.
Os exercícios físicos são uma necessidade da natureza humana e, se outrora foram factores preponderantes para a sobrevivência do ser humano, actualmente são indispensáveis para a conservação da saúde. Cada vez mais a sociedade começa a ser invadida por doenças hipocinéticas, provocadas pelo aumento do sedentarismo.
Nunca será exagero chamar a atenção para a necessidade da exercitação, por mais simples que seja, para todos os portadores de Esclerose Múltipla. Os exercícios orientados ou não, em espaços apropriados ou simplesmente ao ar livre proporcionam inúmeros benefícios vitais às pessoas, obviamente, aos portadores de Esclerose Múltipla, que acabam minimizando e muitas vezes solucionando, dentro das suas condições físicas especiais, seus problemas vitais.
1. Universidade Federal do Amazonas/AM/BR; Licenciada em Fisioterapia;
2. Faculdade de Ciências do Desporto e de Educação Física/UP/PT
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