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ANEM - Associação Nacional de Esclerose Múltipa

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Dr. Ângelo Soares Consultório

Dr. Ângelo Soares
Neurologista Membro GEEM
Director Clínico da ANEM


Tal como os atletas profissionais, que treinam durante toda a semana para estarem em forma ao Domingo, também os doentes de Esclerose Múltipla (EM) necessitam exercitar os seus diferentes músculos, fazendo diariamente variados exercícios físicos.

Não se trata propriamente de uma fisioterapia, mas na realidade, e de preferência com a participação activa de um familiar ou do seu cuidador, deverá executar activamente uma série de movimentos englobando todo o corpo.

Quando digo “activamente” quero significar que o doente não deve limitar-se a acompanhar, sem fazer qualquer esforço, o auxiliar, deixando para este toda a iniciativa, todo o esforço e, digamos, as despesas do exercício. Muito pelo contrário, deverá imitar, por exemplo ao espelho, todos os gestos que o cuidador faz. Obviamente que isto cansa, mas é exactamente isso que se pretende, pois na medida em que o doente se esforça, activa os grupos musculares em questão, activa a sua circulação, elimina toxinas e oxigena essa porção do corpo, facilitando a respiração dos músculos; além disso ao mover-se torna mais livres e fáceis os movimentos articulares que progressivamente serão mais amplos e assim evitam a rigidez articular e consequente imobilidade por falta de uso, dor e atrofia. 

É claro que o movimento desencadeia dor articular inicial, mas é fundamental superá-la com determinação e coragem de forma a obter resultados palpáveis.

A fadiga por si só é desmotivante para a execução de exercícios físicos, mas, sabemos que essa fadiga é mais um estado de intenso mal estar vagamente doloroso e tendencialmente incapacitante que não se resolve com medicamentos, mas apenas com o movimento, a actividade e alguns exercícios que vão desde as pequenas articulações dos dedos das mãos e pés até à mobilização das grandes articulações da anca, pernas, ombros, braços e também do tronco (dobrando e estendendo a coluna).

Vão ver que, ultrapassada a primeira fase do medo de agudizar a dor, irão forçosamente começar a sentir-se mais leves, mais livres, menos rígidos, menos fatigados, embora “extenuados” pela ginástica, o que um bom sono reparador resolverá até ao dia seguinte.

Façam exercício físico, não parem nunca, mexam-se pela vossa saúde!


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