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A Saber...
Disfunção Sexual
A EM pode afectar a função sexual tanto nos homens como nas mulheres, quer por mecanismos de natureza psicológica, quer pela lesão orgânica causada pelas placas.
Como noutras doenças crónicas, psicologicamente pode aparecer uma diminuição do desejo sexual. As modificações físicas, emocionais e sociais interferem na auto-estima, criando uma situação geradora de ansiedade.
Excesso de trabalho, stress, fadiga e depressão reduzem o desejo sexual dos indivíduos. É fácil perceber porque a fadiga interfere com o desejo sexual e ela é um dos sintomas mais comuns da EM.
Sob o ponto de vista orgânico as placas podem interromper as vias nervosas sensitivas e as que intervêm na excitação sexual. Mas como outros sintomas, os distúrbios da função sexual podem manifestar-se e desaparecerem no imediato.
É importante reconhecer a necessidade de um diálogo franco e aberto entre o casal e a procura de apoio médico. Partilhar as preocupações de forma a encontrar a melhor solução passa muitas vezes por uma melhor comunicação e por um maior carinho que reduza a carga emocional.
Alguns conselhos simples:
Fadiga, dormir pouco, agitação emocional, muito calor, abusar de comida e álcool, são factores que interferem com o acto sexual de todos nós.
Desfrutar dum banho tépido quase frio pode melhorar a sua performance sexual, assim como a de outras actividades físicas.
Medicação para reduzir a espasticidade como miorelaxantes, sedativos e antidepressivos, devem ser evitados sempre que possível antes do acto sexual.
A diminuição das sensações genitais preocupa muito as mulheres. Este facto pode ser sublimado pela estimulação de outras zonas erógenas. A excitação pode ser recuperada com paciência e habilidade assim como a emoção.
Disfunção eréctil - a incapacidade de obter uma erecção adequada - afecta alguns homens com EM. Em muitos dos casos, a sua companheira está menos preocupada com esse facto do que com a diminuição das expressões de carinho como beijos e o ser tocada. Os avanços da medicina permitem tratar com sucesso a maioria dos casos. Desde fármacos por via oral e terapias psicosexuais até soluções cirúrgicas.
O uso de uma algália não precisa de ser motivo de quebra do prazer se ambos se desejarem, podendo ser retirada para esse fim.
Esvazie sempre a bexiga antes do acto sexual. Contudo, se ocorrerem perdas, lembre-se que a urina é estéril e nenhum mal daí advém.
Tanto a medicação para a fadiga, como promover a resistência fisíca com exercício regular, melhora o seu desempenho sexual.
Imaginação e vontade são essenciais para uma relação sexual de sucesso face às alterações impostas pela EM.
in
National MS Society
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