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Ciência
Funções Cognitivas na EM: Limitações e
tratamento
Autor: Stephen M. Rao.
Jornal: J MS Care. 2004; 1:9-22
As dificuldades cognitivas são cada vez mais comuns na EM, e apesar de invisíveis, têm um impacto negativo na vida dos indivíduos, influenciando, sobretudo, os seus comportamentos sociais.
Assim, devido à crescente importância atribuída à actividade cognitiva, os estudos têm procurado disseminar os processos mais afectados pela EM. Deste modo, a aprendizagem e memória, a atenção, o processamento de informação, a capacidade de resolução de problemas e as capacidades visuo-espaciais, aparecem como os domínios cognitivos mais perturbados na EM.
Contudo, tem sido difícil detectar estas dificuldades nos portadores de EM durante os exames neurológicos de rotina, pois estes não parecem ser sensíveis a este tipo de limitações. Além disso, esta dificuldade prende-se também com o facto destes défices cognitivos apresentarem uma correlação fraca com o tipo e duração da EM.
No entanto, o estudo das imagens cerebrais de ressonâncias magnéticas tem evidenciado uma correlação relativamente forte entre as limitações cognitivas e a atrofia cerebral na EM. Assim, esta correlação entre estes défices e a patologia cerebral sugere que o tratamento farmacológico com efeitos observáveis na EM pode ser benéfico. E porque este tratamento tem efeitos positivos não só nas dificuldades cognitivas mas também nas do domínio físico, o tratamento precoce mostra-se vantajoso.
Dr.ª Ana
Luísa Leal
Psicóloga
Voluntária da ANEM
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