
      
|
 |

 |
|
Correio dos
Leitores
“Sou deficiente com 70% de incapacidade.
Fui confrontado, quando me dirigi a um Shopping em Viana do Castelo com o que passo a transcrever: Estacionei no parque no local reservado a deficientes e quando sai verifiquei da necessidade de fazer o pagamento visto não estar isento (invocaram ser uma outra empresa a explorar o estacionamento). Deixei uma queixa escrita, pois acho que não é constitucional pois não mais lá voltei pois não tenho condições monetárias (gasto o que tenho com cuidados de saúde) bem como noutros locais nada pago e até hoje aguardo resposta e já lá fui há mais de um ano. Remeti um E-mail ao Governador Civil e também nada me foi respondido. Na Exponor, em Matosinhos, acontece exactamente o mesmo. E neste espaço tenho uma queixa mais grave no que se refere às casas de banho e que transcrevo: Os espaços dos deficientes encontram-se no interior das casas de banho ou dos homens (a minha mulher tem de entrar na casa de banho cheia de homens????) ou das senhoras e sem o espaço suficiente para entrar uma cadeira de rodas (a porta não pode ser fechada) bem como com os apoios técnicos. Já sugeri que fizessem uma casa de banho para deficientes, independente das outras visto que preciso da minha mulher para me dar apoio. Porque não lhes sugerir esta rectificação (bem como noutros locais nomeadamente em shopping recordo o de Braga, Gaia, etc... Porque não alertar as Câmaras para a sensibilidade destes casos ou a própria Ordem dos Arquitectos ou dos Engenheiros?
Em Esposende, cidade onde vivo, e se quiser ir aos Correios, ou às Finanças, ou à CGD, ou à sala de espectáculos da cidade (nem mesmo wc de deficientes tem nem lugar para deficientes conforme diz a lei), PASMEM-SE ou à Câmara Municipal (nem mesmo wc de deficientes tem) não tenho qualquer tipo de possibilidades.
É triste esta realidade! É este o país que temos... tenho de ficar "preso" em casa quando já estou "preso" por uma doença."
Sócio n.º 137
Caro sócio,
O decreto de lei n.º 123/97 de 22 de Maio, torna obrigatória a adopção de um conjunto de normas técnicas básicas de eliminação de barreiras arquitectónicas em edifícios públicos, equipamentos colectivos e via pública para melhoria da acessibilidade das pessoas com mobilidade condicionada.
Apesar de a lei obrigar a esta reestruturação, efectivamente deparamo-nos por várias vezes com estas barreiras arquitectónicas, mesmo em edifícios públicos, no entanto,
só através da divulgação destes casos é que se faz eco na sociedade promovendo a sensibilização da mesma, sendo essa também, uma das atribuições da Associação, só possível se vocês nos escreverem.
Obrigado pelo seu contributo.
"Parabéns pelo trabalho desenvolvido na ANEM. O JornalAnem é a prova que na Associação se trabalha em prol dos doentes e daqueles que connosco privam, na medida em que, permite a todos, desde que queiram, participar também nas nossas acções, o que nos permite minimizar os problemas que a distância geográfica promove.
Todos sabemos que o trabalho associativo é difícil, no entanto extraordinariamente meritório na sua essência."
Sócia n.º 53
Cara Associada
Obrigado pelo seu apoio, é dessa força que precisamos
|
 
|