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Ciência
Remielinização
O papel do gene Olig 1 na
remielização
Autores: H Arnett, S Fancy, J Alberta, C Zhao, Splant, S Kaing, C Raine, D Rowitch, R Franklin & C Stiles. Cambridge, UK & USA
Jornal : Science, 2004. Vol. 306, pags 2111-2115.
Na EM ocorre uma diversidade de fenómenos no sistema nervoso central (cérebro e espinal medula), tal como inflamação, prejuízos na mielina e perda das fibras nervosas. Inicialmente, o corpo está preparado para, espontaneamente, recuperar os danos da mielina e reparar as funções dos nervos. Contudo, com o decorrer do tempo, este processo de remielinização deixa de ocorrer e a mielina danificada não pode ser recuperada. Uma das razões apontadas para este fenómeno tem a ver com a incapacidade do corpo para produzir oligodendrócitos, células produtoras de mielina.
Investigações recentes chamam a atenção para um gene – Olig1 – que se pensa estar envolvido na produção de células que, posteriormente, se desenvolvem em oligodendrócitos. Este gene está activo nos estadios precoces de desenvolvimento, numa zona do oligodendrócito chamada núcleo, onde pode ajudar à produção dessas células. Contudo, com o decorrer da maturação, e tal como estudos com ratos indicam, Olig1 desloca-se do núcleo para o citoplasma, onde é incapaz de influenciar a produção de oligodendrócitos.
No entanto, estudos com ratos com danos similares aos da EM indicam que o gene Olig1 encontra-se na parte activa da célula, pois os danos na mielina favorecem um ambiente similar aquele que existe durante os estadios do desenvolvimento e o Olig1 pode ajudar na activação de células percursoras de oligodendrócitos, as quais, por sua vez, podem desenvolver oligodendrócitos funcionais nas áreas em que a mielina sofreu danos.
Estes resultados apontam o Olig 1 como tendo um papel importante na remielinização e recuperação do sistema nervoso central no adulto, podendo funcionar como objecto chave no desenvolvimento de potenciais terapias para EM.
Dr.ª Ana
Luísa Leal
Psicóloga
Voluntária da ANEM
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