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Ciência
A influência da fadiga nas capacidades cognitivas, físicas, psicossociais e de comunicação em indivíduos com EM
Dr.ª Ana Luísa Leal,
Psicóloga voluntária na ANEM |
A fadiga e os problemas relacionados com a comunicação são
sintomas comuns na EM e, neste sentido, foi realizado um estudo com o objectivo de avaliar a influência da fadiga nas capacidades físicas, cognitivas, psicossociais e de comunicação em indivíduos com EM.
Os resultados sugerem que portadores de EM que sofrem os efeitos da fadiga experimentam limitações em diferentes domínios – cognitivo, físico e psicossocial – que, por seu lado, são indispensáveis a uma boa
comunicação.
Uma análise mais detalhada dos resultados permite hierarquizar o impacto da fadiga na vida do indivíduo. Assim, a fadiga tem uma influência maior na capacidade física e um menor impacto na comunicação. Uma possível explicação para estes resultados tem a ver com a visibilidade que cada uma das limitações tem para o próprio portador de EM. Neste sentido, as dificuldades físicas condicionam várias actividades do dia-a-dia, enquanto que os problemas de comunicação podem não ser tão salientes para os indivíduos devido às restrições sociais e aos comportamentos evitativos, muitas vezes frequentes na EM.
Este estudo veio confirmar a influência da fadiga nos vários domínios da vida do portador de EM.
O lidar com o stress e o aconselhamento não devem ser ignorados no controlo da fadiga. Os factores psicossociais e as preocupações de qualidade de vida têm impacto na capacidade das pessoas com EM para enfrentar a sua vida, e pode ser um factor na causa da fadiga, bem como um determinante no grau com o qual interfere na vida diária.
Ao lidar com a fadiga na EM é importante educar as famílias e os amigos e,
também, os prestadores de cuidados de saúde e empregadores, acerca da existência deste aspecto da EM. A fadiga é um
sintoma da EM com que se pode lidar, se for compreendida e adaptada.
Autores: Lena Hartelius; Asa Burge; Anna Johansson; Anna Ljungsfors; Anna Mattsson; Alison Winkworth; Oluf Andersen.
Jornal: J MS Care. 2004; 6:39 – 51
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