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Esclerose múltipla afecta cerca de cinco mil portugueses
Cerca de cinco mil portugueses sofrem de esclerose múltipla, uma doença inflamatória crónica do sistema nervoso central que se manifesta sobretudo e, jovens adultos e que ainda não tem cura, sendo que as suas causas são ainda desconhecidas. Segundo Daniela Couceiro, coordenadora técnica da Associação Nacional de Esclerose Múltipla (ANEM), a doença interfere com a capacidade do cérebro controlar diversas funções como a visão ou a locomoção. "Em termos globais, a esclerose múltipla afecta meio milhão de pessoas no mundo inteiro, 450 mil das quais na Europa, sobretudo no Norte do Continente", afirmou Daniela Couceiro, acrescentado que os sintomas podem ser leves ou severos e aparecem e desaparecem de maneira imprevisível. Problemas visuais, distúrbios ao nível da linguagem, da marcha e do equilíbrio, perturbações na bexiga, fraqueza, rigidez e uma sensação de membros pesados, assim como comichão, são alguns dos sintomas da doença, que aparecem devido à interrupção da condução dos impulsos nervosos entre o sistema nervoso central e o resto do corpo, o que causa limitações físicas aos doentes. "A esclerose múltipla afecta muito o dia-a-dia de um doente, porque além das consequências e limitações que sofre a nível físico, que lhe provocam dependência, um doente sofre psicologicamente", afirmou a técnica. Por isso, segundo Daniela Couceiro, para além dos tratamentos com medicamentos, é importante manter um bom estado de saúde geral, fazer exercício físico e ginástica muscular, que ajuda a prevenir a tensão muscular, para melhorar as condições diárias de um doente. Importa ainda referir que a ANEM foi criada em Outubro de 2000, tendo como objectivo primordial apoiar os doentes e os seus familiares, ajudando-os a ultrapassar as dificuldades de saúde e as dificuldades sociais, que se lhes colocam na vida quotidiana.
in Dica da Semana, 26 de
Fevereiro 2004
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